sábado, 28 de março de 2020

COVID19 - Campeonatos parados e muito prejuízo

O COVID.19 fez parar tudo, inclusivé as nossas vidas.
Vamo-nos focar no desporto e em particular no futebol.

Perante a suspensão dos campeonatos, os clubes ficaram com as suas receitas suspensas:
i) Não se vendem bilhetes
ii) Não se vendem bens e o pouco merchadising vendido online pouco ou nada gera.
Mesmo no e-commerce são pouquíssimos os clubes com lojas online. Aí está uma boa oportunidade para os clubes criarem lojas online (em marketplaces por ex.)
iii) Não se vendem sandes e cervejas nos bares
iv) Não há as receitas televisivas porque não se transmitem jogos (aqui a liquidez depende do momento do pagamento da SportTv)
v) Não se concretizam transferência de jogadores
vi) Não há receitas das competições europeias (já não havia, mas em Setembro pode não haver)
vii) Não há patrocínios dado as dificuldades das empresas (embora para o futebol haja sempre quem colabore nem que tenha de despedir funcionários).

Sobram as quotas dos associados que estão por débito direto. Quem apenas tem cobradores também não as vai receber.
Sobram os lugares anuais, cuja receita não deve ser devolvida aos sócios.
Quanto mais se prolongar esta ausência, mais tarde se recupera.

Neste intermédio, há custos aos quais os clubes não têm por onde fugir: salários.
E sem receitas, não há como pagá-los a não ser o recurso ao crédito bancário onde as garantias (passes e as poucas contas a receber ainda não entregues) também saem desvalorizadas.
Nos restantes custos como organização de jogos, polícia, electricidade, gás e afins também são muito reduzidos (a parte boa!).

O que esperar das próximas semanas?
Sem receitas, haverá apenas as quotas dos associados e é possível que alguns desistam desse custo se estiverem em situação desemprego. Os patrocinadores também vão desaparecer porque haverá outras preocupações. Os restantes clubes europeus não vão estar a contratar porque vão ter os mesmos problemas. Terão então de ser cortados os salários dos jogadores, pois não vai haver elites.
Ao nível de custos fixos (seguros e deslocações aquando do recomeço), a UEFA e a FPF podem deitar a mão aos clubes.

Mas lá que haverá um futebol mais pobre face aos últimos anos, isso vai haver porque os níveis estavam muito elevados.
Nos restantes desportos, incluindo as vertentes femininas, vai haver desistências por incapacidade financeira e o regresso ao amadorismo, sem subsídios.
Vai ser necessariamente mau?

domingo, 8 de março de 2020

Dia da Mulher - Como estamos em 2020?

Hoje, domingo, é dia da mulher.

Em 2020, nem uma chamada de capa nos jornais desportivos. Mesmo com as suas edições especiais dominicais.
O Record prefere falar da Geração Z em vez de falar do peso do desporto feminino.

Olhando para o panorama nacional vêm-se cada vez mais mulheres a praticar desporto federado, seja sénior ou formação. Não obstante uma maior aposta dos clubes, têm ainda um peso muito reduzido.

Nos desportos coletivos, começam a dar os primeiros passos, em particular na modalidade mais popular em Portugal, o futebol. Hoje ainda são pouco conhecidas o nome das jogadores e nas individuais talvez Patrícia Mamona, Telma Monteiro e Vanessa Fernandes sejam as mais conhecidas.

No futebol, a FPF desenvolveu um programa muito eficaz ao trazer primeiro Sporting e Braga para o campeonato principal com equipas semi-profissionais, juntando-se entretanto o Benfica com uma equipa robusta.
Nos últimos anos, houve um aumento da competitividade no país, com (muito) mais atletas e treinadoras. Ainda assim, olhando para as estatísticas, apenas metade das equipas da Liga NOS tem futebol feminino (o FC Porto de Pinta da Costa não tem!) e apenas 2 em 16 equipas da 2ª Liga têm a modalidade. 
Ao nível geográfico, inacreditavelmente, no Algarve, há apenas 2 equipas, uma sénior (Guia), outra júnior (Marítimo Olhanense). Os históricos algarvios não adoptam a modalidade!
Nos 3 distritos alentejanos, em Bragança e em Vila Real há apenas uma equipa (Lus. Évora, AD Paredes e Vila Real).
Clubes como o FC Porto, Ac. Viseu, U. Leiria, Beira Mar, Leixões, Belenenses, Académica ou Portimonense não têm futebol feminino e alguns nem sequer modalidades femininas além do futebol. Referi clubes históricos, representantes de grandes cidades e muitos adeptos que têm responsabilidades acrescidas.
É pouco, muito pouco.


Nas restantes modalidades, o cenário é desolador. 
Escapa o voleibol onde estão os grandes clubes portugueses, ainda assim muito concentrados em Porto, Lisboa e Braga. Um campeonato de elite com poucas equipas e atletas.

Se olharmos para o mapa de treinadoras, é pior. Nas equipas femininas, os treinadores continuam a ser homens. Mulheres são poucas. Conheço só alguns nomes no futebol e são muito poucas: Paula Pinho, Madalena Gala, Mara Vieira, Mara Vieira, Joana Rosa, Joana Maia, Rita Castro Silva e Susana Covas. Pouquíssimas.

Ao nível do dirigismo, é quase vergonhoso. Com futebol, há apenas uma presidente. Chama-se Maria João Figueiredo e é presidente do Feirense. No futsal há Adelaide Raimundo no Burinhosa.

E que tal, os clubes deixarem as imagens bonitas nas redes sociais do Dia da Mulher e adotarem as modalidades femininas?

sábado, 7 de março de 2020

A porta aberta por Rúben Amorim (10 M€)


Se há profissão precária em Portugal é a de treinador profissional de futebol.

Uns meses e umas 3/4 jornadas são suficientes para os adeptos mostrarem lenços brancos e os dirigentes dispensarem os seus treinadores.
Por essa razão, há pouco investimento nos treinadores. A probabilidade de perda é elevada.

A posição do treinador, no sistema tático que monta e nas escolhas que faz, acaba por ter um papel determinante num plantel.
Porém, 10 M€ é muito dinheiro dado o histórico.

A herança é pesada e abre muita responsabilidade e expetativa. O Sporting aposta tudo no treinador, mas se Rúben Amorim conseguir valorizar o plantel e vendas lucrativas o seu investimento fica pago.
Dada a vulnerabilidade do cargo de treinador, o desafio é conseguir.

Quanto ao facto de ser sócio do Benfica, é uma falsa questão. Rúben é profissional e já o demonstrou no Braga.

O desafio é grande porque o Sporting tem muitos problemas internos, numa luta de poder intestina, uma equipa sem motivação e desnorteada. A aposta é de longo prazo e por isso há condições para trabalhar. Rúben Amorim tem o mundo aos seus pés.

Duas notas:
i) Quanto ao facto de não ter o nível de treinador exigido, as regras têm de ser revistas. Ou existem para serem cumpridas ou não existem.
ii) Quanto a Custódio Castro, uma boa aposta, na continuidade de Ruben Amorim. Tem o barco embalado, agora é dar continuidade e não inventar.

sábado, 29 de fevereiro de 2020

Jogo Duplo

No final da época 15/16, fomos surpreendidos na última jornada pela detenção de várias figuras (presidente, diretor desportivo, jogadores, entre outros).
O motivo seria a viciação de resultados com vista à manipulação de ganhos de apostas.
Quatro anos depois, saiu a sentença.

Penas de prisão para os envolvidos (cinco).
Para o Leixões SAD, além de multa, perda de apoios públicos e impedimento de participação nas ligas profissionais.
A imprensa, em particular o jornal OJOGO trouxe na sua capa, que foi um castigo "pesado".

Não acho pesado. Nada pesado.
Um dos maiores riscos do futebol atual, tão dominado por agentes e interesses económicos, são estas falcatruas por debaixo da mesa, secretas e sujas.
Agora vai haver recursos e afins, mas espero que sirva dissuadir possíveis infratores e que o crime não passe impune.
Se queremos um futebol limpo, com fair play, não podemos ter pessoas da bancada a dar ordens aos jogadores para falharem defesas em função dos interesses dos apostadores ricos.

Quanto ao Leixões, depois dos recursos, quando vai ser suspenso. Já em 20/21? O que significa essa suspensão na prática?

Porém não é caso único de corrupção no futebol. O julgamento do Feirense-Rio Ave da época 16/17 envolvendo jogadores do Rio Ave também ainda está por terminar.
Também, o caso da mala envolvendo "agentes" e jogadores do Rio Ave também está por esclarecer.

Se Portugal quer estar no topo, tem de tomar medidas severas para acabar com estes riscos.

sábado, 25 de janeiro de 2020

Sp. Braga conquista Taça da Liga


O Sp. Braga entra para a história novamente ao conquistar a Taça da Liga.
A sua 2ª Taça da Liga e em sua casa.

Para esta conquista dois obreiros: um Sá Pinto, outro Rúben Amorim.
O jovem técnico tem calado os críticos por estes implicarem pela sua falta de qualificações obrigatórias para ser treinador principal.
Em 5 jogos, Rúben Amorim venceu 5. Trouxe uma nova dinâmica ao plantel, conquistando duas vitórias ao FC Porto e uma ao Sporting.

Ricardo Horta marcou o golo no último minuto de um jogo equilibrado. A equipa foi mais uma vez assertiva e eficaz (pena que não seja sempre assim, sobretudo frente ao Benfica). Fica no ar uma fragilidade no setor defensivo central do Braga (David Carmo pode ser uma opção).

Já o Braga persegue a sua evolução de quarto grande, com mais uma Taça da Liga (a segunda).

Já do FC Porto, a equipa está (mais uma vez) em crise.

sábado, 11 de janeiro de 2020

Liga NOS 19/20: Impressões da 1ª volta

A primeira volta está a terminar e até agora já existem algumas novidades.

Na frente, nada de novo. Benfica na frente e FC Porto na perseguição.
Enquanto o Benfica goleia, os nortenhos queixam-se. 

Bruno Lage, treinador revelação da época passada, vai passeando. Soma apenas uma derrota, apostando no campeonato, deixando de lado o perfil europeu. Não obstante, o Benfica vai naturalmente continuando a projetar jogadores. Pizzi continua a ser preponderante na equipa vermelha.

No FC Porto, alguma inconsistência nas exibições. Luís Diaz é o único reforço de encher o olho enquanto a aposta na formação permanece tímida (não se percebe!). Depois das saídas de Rúben Neves, Diogo Dalot e André Silva, o Olival ainda não promoveu mais nenhum indiscutível. Fábio Silva vai ganhando embalo, mas apenas isso.
Diogo Leite não se afirma e Diogo Costa não tem oportunidades.

O Sporting continua no marasmo habitual. Num lamber de feridas de à várias épocas, com muita cisão interna, não consegue encontrar a rota vencedora. Ainda hoje se soube de mais discussões entre dirigentes e jogadores. A classificação não engana.
Na aposta da formação, também não vai lançando ninguém relevante. Bruno Fernandes é a salvação (para já desportiva, no futuro financeira).

Os clubes minhotos estão a sofrer as consequências dos bons jogos europeus. O Braga tem sofrido algum desgaste com os jogos europeus, mas com a qualidade do seu plantel pode e deve fazer melhor. Saiu Sá Pinto, entrou Ruben Amorim. O futuro dirá se valeu a pena a troca.
O V. Guimarães continua na rota do sucesso começada por Pedro Martins e Luís Castro. Com Carlos Freitas notou-se uma melhoria qualitativa. Sem os jogos europeus, o Guimarães tem tudo para sonhar com o 4º ou 5º lugar. Ivo Vieira tem feito um bom trabalho e tem vários jogadores cobiçados.

O Famalicão é a grande surpresa da primeira volta. Com um plantel jovem mas inexperiente, conta com dirigentes com conhecimento de liga (Miguel Ribeiro) e ligados ao super empresário Jorge Mendes. Veremos se será sol e pouca dura (enquanto Fábio Martins jogar) ou para manter na 2ª volta.

Quem também pode surpreender na 2ª volta é o Rio Ave. Dependerá muito das seis equipas referidas acima.

Destaco o Gil Vicente. Grande primeira volta. De forma semelhante ao Boavista, subiu administrativamente. Sem grandes jogadores, contratou um treinador experiente à procura de milagres. Para já conseguiu-os. Derrotou o FC Porto e teve dificuldades em se encontrar depois disso. Para já o experiente Sandro Lima é a estrela da equipa que segue na 2ª metade da tabela sem sobressaltos.

O D. Aves vai no último lugar, também com muitos problemas internos. Exemplos não faltam de problemas com "investidores" nas SAD's do futebol português: mais olhos que barriga e uma dificuldade em sustentar o projecto. Jogadores contratados com critérios empresariais, muitos treinadores e sem grandes perspectivas de futuro. Aprender com os erros.

Dos restantes clubes, vai ser a luta pela permanência. 
Veremos quem se aguenta.  Benfica campeão, FC Porto vice campeão, Sporting em terceiro e a dúvida é quem será o quarto (Sp. Braga ou V. Guimarães). Quanto ao Famalicão, vai depender dos confrontos diretos com os rivais minhotos.

domingo, 3 de novembro de 2019

Primeiras impressões do futebol feminino 19/20


Estamos a 3 de Novembro e depois das primeiras jornadas e de conhecermos os planteis já podemos ter algumas impressões sobre o futebol feminino 19/20.

- Luta a três na Liga BPI
Já se esperava a confirma-se. A Liga está mais competitiva e este ano temos três equipas a lutar pelo título de futebol feminino: Benfica, Sporting e Sp. Braga.
Nos três planteis existem jogadoras de seleção portuguesa e várias internacionais estrangeiras. O Benfica optou pela jogadora brasileira, o Sporting pela brasileira e de Leste, o Braga é mais multinacional optando pela brasileira, americana, camaronesa, nigeriana e venezuelana.
É bom, é mau? Acho que tem coisas boas e coisas menos boas. Vejo-o como uma dor de crescimento, havendo espaço para todas.

- Campeonato tranquilo de 6 equipas
O Futebol Benfica mesmo tendo perdido várias jogadoras para o Amora, tem mantido os bons resultados (falta ainda jogar com os grandes de Lisboa).
O Valadares tem tido alguma irregularidade, mas está a equipa guerreira habitual.
O Albergaria vai-se reinventando todas as épocas. Nesta "só" perdeu a melhor marcadora para o Famalicão, mas tem estado bem.
O Ouriense reforçou-se bem e está no meio da tabela. O Marítimo continua a surpreender.
Já o Estoril, tal como em 18/19 não está a começar a época muito bem, mas tem capacidade para mais e vai recuperar.

- Luta a três pela permanência
Tal como esperado: Cadima, Ovarense e A dos Francos. Os três já levaram com alguns grandes. Vão ser nos confrontos diretos que tudo se vai decidir.

- Betinha, uma das revelações
É da Ovarense e tem 29 anos. Os seus golos têm sido nota de destaque nas primeiras jornadas. Darlene segue imparável.

- Maior visibilidade
O canal Onze tem ajudado, mas os clubes também feito o seu trabalho de casa. Mais dinamismo, mais projeção, mais notícias.
Internacionalmente, Portugal começa a dar nas vistas, devido à boa performance do Braga na Liga dos Campeões e às jogadoras portuguesas que começam a aparecer nos planteis dos "grandes" europeus e que passaram pela Liga BPI.

- Muitos candidatos à subida 
Na 2ª Divisão, existem muitos (e talvez demasiados) candidatos à subida: Famalicão, Gil Vicente, Amorim, Feirense, Amora e Torreense.
Destes diria que Famalicão e Amora, pela experiência das suas jogadoras, são favoritas. Ambos foram contratar à Iª Divisão (Valadares e F. Benfica, respetivamente).
Não incluo o V. Guimarães, que esta época não vai jogar para subir. Tem qualidade, mas talvez na próxima época possa subir, dada a juventude do plantel e inexperiência. O Paio Pires poderá surpreender, dado o seu plantel internacional. O Fiães deverá fazer um bom campeonato também.

- Troca por troca
Nos seniores, entraram 21 equipas  e desistiram 8. É bom este crescimento, mas há muitos cenários diferentes.
i) Desistiu o Sandinenses, entrou o Brito.
ii) Desistiu o Ribeirão, porque o seu plantel foi dividido pelo Amorim, Gil Vicente e Famalicão. As suas juniores foram quase todas para o Famalicão.
iii) Desistiu o Cesarense, entrou o Feirense.
iv) Entra o Correlhã, desistiu o Limianos (futsal).
v) Entra o Pombal, desistiu o Segodim (futsal) e o Casa Benfica Pombal (futsal).
vi) Entra o Estação, desistiu o Fundão (futsal).
iii) Entrou o Bragalona e o Vila Real com a promoção da sua equipa júnior. Ainda muito jovens, não é andar demasiado rápido? Faz sentido?

- O curioso projeto do Felgueiras
É curioso ver o diferente perfil (e capacidade financeira) dos novos clubes.
Enquanto vemos o Famalicão a investir bastante no seu plantel na IIª Divisão, contratando jogadoras da Liga BPI, assistimos ao Felgueiras a dar oportunidade a jovens inexperientes, a maioria das quais sem nunca ter jogado. Claro que os resultados são diferentes, mas é positivo ver projetos como os do Felgueiras, onde impera o amor à camisola. A questão é: não desistirão as suas jogadoras até ao fim da época? Será sustentável?

- Parcerias brasileiras e ausência de projetos
Valadares e Paio Pires apresentam "parcerias" com agentes brasileiros. Se no Valadares há um projeto de formação e todos os anos a concorrência vem buscar jogadores, no Paio Pires é diferente.
Criou a equipa sénior com metade do plantel a serem jogadoras brasileiras "de passagem". Qual o interesse deste tipo de projetos? Que valor acrescentado traz? Quem o financia, são jogadoras amadoras? O que ganha o campeonato e a modalidade? Para o ano, como se mantém a sua sustentabilidade?

- Cobertura geográfica
Esta época com a entrada de novos clubes nos seniores e sub 19, praticamente todo o país está representado. Este fenómeno de crescimento está claramente concentrado no litoral e nas grandes cidades.
Esta época temos:
i) Algarve: 3 equipas em 19/20 face a 1 do ano anterior.
O Guia mantém-se nos seniores, entram Marítimo Olhanense e Ferreiras no sub 19.
ii) Alentejo: Desistiu uma (Santo António). Entra uma (Lus. Évora). Mantêm-se Mil Fontes e Ourique. Saldo positivo!
iii) Castelo Branco: Entrou a primeira equipa (Estação). Há três época havia o Beira Baixa United que desistiu e como já disse, algumas jogadoras do Estação vieram do Fundão Futsal que desistiu).
iv) Guarda: Sem novidades: mantém-se os bastiões Seia e Fund. Laura Santos
v) Viseu: Sem novidades: mantém-se os bastiões Lusitano Vildemoínhos, Nelas, Nespereira e VN Paiva.
vi) Bragança: Sem novidades: mantém-se a AD Paredes
vii) Vila Real: O Vila Real mantém-se o único clube, agora só com seniores.
viii) Viana do Castelo: passou de uma para três equipas: o Âncora passou de juniores, para juniores e seniores e o Correlhã aderiu (com o plantel do Limianos futsal que desistiu).
Seja como for, é bom ter mais equipas e em todo o país. Falta Portalegre.

- As treinadoras
Infelizmente o crescimento dos clubes e atletas não acompanha o nº de treinadoras. Porém, a parte boa é que também não há menos treinadoras que em 18/19. Susana Cova, Gabriela Liberato, Isa Coelho e Sandra Caires são as novidades.
Paula Pinho, Mara Vieira, Mariana Cabral, Joana Rosa, Rita Castro Silva e Joana Maia mantêm-se.

- Ainda faltam clubes com dimensão nacional
Este fenómeno ainda não conquistou alguns clubes que trariam mais desenvolvimento à modalidade: FC Porto, Tondela, Portimonense, Farense, Leixões são exemplos.

Em suma, as primeiras impressões são muito positivas.

sábado, 14 de setembro de 2019

Kick off 19/20 Liga BPI feminina


Amanhã começa a época 19/20 de futebol feminino que promete ser muito mais competitiva que nas três épocas anteriores.
O Benfica é a grande novidade e a aposta é forte do clube da Luz.  Em vez de 2 jogos emocionantes, teremos 6 o que é ótimo para a modalidade. 
Esta entrada, vai trazer uma nova dinâmica e visibilidade ao campeonato. Aliás, nunca se falou tanto do futebol feminino como agora.

Esperam-se jogos desequilibrados, mas menos que nas épocas anteriores. O nível competitivo vai ser maior. Antecipo 3 equipas a lutar pelo título e esmagar as restantes, mais 3 equipas para 4ª a 6ª lugar e as restantes a lutar pela permanência. Três níveis de campeonato.


Com muitas jogadores estrangeiras e várias internacionais portuguesas, o Benfica tem um novo treinador: Luís Andrade. Vai jogar para ganhar e até já foi anunciada a inclusão do Estádio da Luz nas partidas em casa. Um plantel muito forte que é um grande favorito a ser campeão.

O Sp. Braga é o campeão em título, mas torno a questionar algumas opções técnicas. Miguel Santos tem um plantel mais forte que no ano passado, com várias jogadoras internacionais. A renovação do título vai depender muito do onze que escolher nos jogos decisivos com o Benfica. Porque boas jogadoras e na hora H coloca-las no banco não é solução.

O Sporting parece partir um pouco atrás. Conseguiu manter Ana Borges e Diana Silva, mas os reforços são poucos. Louve-se a aposta numa mulher para treinadora: Susana Covas. O sucesso do Sporting vai ser decidido nos detalhes tal como o Braga. Porém o arrojo e a própria utilização do estádio de Alvalade, aquando da presidência de Bruno de Carvalho, parecem ter desaparecido.

Estes três vão lutar pelo título e estão uns passos à frente.

Para o 4º, 5º e 6º lugar, antecipo uma luta a três: F. Benfica, Valadares e Estoril.

O F. Benfica e Valadares mantêm as suas treinadoras. Duas mulheres no comando.
O F. Benfica perdeu algumas das suas titulares para a IIª Divisão, mas mantém o seu núcleo duro. O Valadares perdeu Sara Alves para o Benfica e foi-se reforçar no mercado brasileiro.
O Estoril fez umas trocas com o Benfica de jogadoras, mas mantém a sua competitividade.

Na 2ª metade da tabela, antecipo as restantes equipas.

Do Marítimo espera-se a garra da época passada. Constituída essencialmente por jogadoras madeirenses e sempre com jogos complicados em casa (o Sporting perdeu lá pontos em 18/19), vai dar a luta da época passada. Até porque as adversárias virão desgastadas com a viagem.

No Albergaria, mais um mercado ativo. Daniela Silva surpreendeu ao sair para a 2ª Divisão e é uma baixa de vulto. Paula Pinho vai ter de se reinventar mais uma época. Aliás esta treinadora é marco na modalidade em Portugal.

O Ouriense reforçou-se bem. Alguns regressos de qualidade ao clube, não vai ter grandes dificuldades em se manter.

Do Ovarense esperam-se melhorias face à época passada. Manteve o plantel, depois do trabalho de construção de equipa que teve em 18/19. Esta época espera-se a consolidação do plantel, novamente orientado por Sérgio Barreto. Acredito também que algumas atletas darão nas vistas.

O Cadima anda num sobe e desce, fruto da qualidade do plantel. Sem estrelas, tem um treinador carismático e um grupo muito coeso. Vai ter de dar tudo nos jogos determinantes.

Por fim o A dos Francos, o grande candidato à descida. Um plantel construído muito tardiamente, com um fuga do talento para concorrentes diretos e para o Torreense. As substitutas vêm da 2ª Divisão e sem grande currículo. Será o bombo da festa?

Para estas seis, vão ser os confrontos diretos que vão determinar a permanência de cada equipa.

 Sobre a 2ª Divisão aguardo pela constituição das séries para opinar, mas candidatos não faltam o que é expectável com a chegada de mais clubes à modalidade. Até agora,  Famalicão, Gil Vicente, V. Guimarães (as três reforçadas pelo Sp. Braga B), Amorim, Condeixa, Feirense, Fiães, Torreense e Amora prometem surpreender. Muitos bem reforçadas, com atletas de liga principal e sobretudo projetos credíveis fazem crer que só duas vagas será pouco para tanto talento.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Apresentações abertas

Nas últimas duas ou três épocas, tem-se assistido um bonito (mas mais caro) fenómeno de apresentação das equipas aos adeptos.

Geralmente os clubes apresentam equipamentos e modalidades no mesmo evento.
Este fenómeno consiste em reservar uma noite de Verão, aberta a toda a população em locais centrais das cidades.

Monta-se um palco, contrata-se um cantor e chama-se a pouplação, levando o clube às pessoas.
Desta forma, aviva-se a memória e a união dos adeptos à volta do clube, podendo ainda vender-se uma cachecois e faturar mais algum.

Também os patrocinadores ganham com esta visibilidade. Mais tarde, nas redes sociais, os clubes promovem estes eventos aumentando o alcance.

Vamos lá aos casos:

- FC Porto
Largo dos leões



- Sp. Braga
Avenida da Liberdade -SC Braga's day - talvez o mais caro. Um dia inteiro a promover o clube no centro da sua cidade.




- Académica
Praça 8 de Maio - em frente à Igreja Santa Cruz em Coimbra



- P. Ferreira
Átrio da Câmara Municipal
- V. Guimarães
Espaço Guimarães (shopping)
- Ac. Viseu
Palácio do Gelo (shopping)

- Gil Vicente
Campo da Feira
- D. Aves
Praça das Fontaínhas


- Feirense
Alameda do tribunal


Mas não são só os clubes profissionais que apostam nestas apresentações nos centros das cidades junto das pessoas.
Nos distritais o Tirsense e o Palmelense também fazem a diferença

- Tirsense




- Palmelense (amanhã)

domingo, 4 de agosto de 2019

Kick off 2019/20

Ontem realizaram-se os primeiros jogos oficiais para as equipas profissionais na época 2019/20.
Em ritmo de pré época, ainda há muita coisa para afinar.

Equipas da Liga NOS

Tondela, Gil Vicente e D. Aves parecem as equipas pior preparadas para a nova época.

No Tondela não se percebe a estratégia. Desde logo destoa por contrariar a aposta em treinadores portugueses. Os seus "investidores" apostaram num treinador espanhol experiente. Olhando para o plantel, as expetativas são baixas. Jogadores medianos ou abaixo disso para o nível competitivo da Liga NOS. Valha a manutenção de Cláudio Ramos e Tavares e veremos o que faz hondurenho Rubilio.

O Gil Vicente tem a árdua tarefa de construir uma equipa do zero. Não é impossível e o Boavista conseguiu-o. Para isso importou muitos brasileiros e contratou um treinador muito experiente, Vítor Oliveira. Os primeiros sinais foram positivos e o Gil Vicente vai ter de apostar nos jogos certos para ganhar e manter-se. Acredito que é possível, mas parecem faltar alguns nomes com experiência no futebol português. Lourency destacou-se no primeiro jogo oficial.

Já o D. Aves não o esconde: está de cinto apertado pela gestão gastadora de Luiz Andrade. O plantel socorreu-se dos mais talentosos que venceram a Liga Revelação, mas Augusto Inácio já alertou: não chega! Perder em casa e a má exibição com o Gil Vicente não foi bom prenúncio. Baixas expetativas.

O Boavista foi eliminado pelo Casa Pia, mas dois dos seus melhores jogadores não jogaram: Gonçalo Cardoso e Ricardo Costa. Não me parece que esta derrota seja crítica não antecipe grandes problemas para os boavisteiros.  A época prevê-se tranquila.

Em Portimão, continua a placa giratória de brasileiros. Trabalho difícil de António Folha tem que construir uma nova equipa e lidar novamente com dois "rejeitados" pelo FC Porto: Everton e Paulinho. Anzai promete e a questão é se conseguirá o Portimonense a adaptação rápida de tanta brasileiro ao futebol português. Haverá motivação? O tempo dirá se a estratégia de Theodoro Fonseca vai resultar.

O P. Ferreira manteve a sua estrutura da época passada. Espera-se uma época tranquila.

O Famalicão perdeu, mas deveu-se a erros pontuais de um guarda redes com alguma experiência. Parece-me ser daquelas derrotas iniciais que vão tornar a equipa mais forte. O facto de ter uma equipa completamente nova também não ajuda. Lamento que tenha poucos jogadores nacionais. Expetativas moderadas face a João Pedro Sousa que tem muito trabalho pela frente. Que venham reforços.

O V. Setúbal promete continuar a fazer as épocas sofridas habituais. Sempre no limbo, a verdade é que vai conseguindo a permanência época após época. Esta deverá ser dentro da normalidade.

O Belenenses conseguiu manter Silas, mas perdeu Muriel e Chaby. Veremos se as novidades compensam estas perdas. Deverá continuar a lutar pela permanência. Continua a ser lamentável ser um clube-empresa sem alma, envolto em polémica, sem estádio próprio.

Já o Santa Clara manteve o seu plantel todo. Aliás, só saiu mesmo Fernando para o FCP no mercado de Inverno e entraram os defesas João Afonso e Steven Vitória. Espera-se uma época identica à anterior.

O Marítimo, V. Setúbal, Moreirense e Rio Ave devem ser as equipas regulares que sempre foram.


Equipas da 2ª Liga

Na 2ª Liga, Académica, Feirense, Chaves, Nacional, Leixões, Farense e Penafiel são os favoritos. 

Na Académica, o treinador César Peixoto promete trazer alguma raça. O plantel perdeu jogadores da mística (Marinho e Real) e manteve Hugo Almeida e Zé Castro. André Claro foi uma boa contratação. A aposta nos sub 23 é que foi residual.

Já o Nacional, manteve a estrutura da época passada na Liga NOS, incluindo os melhores jogadores e ainda se reforçou com Rúben Micael. Luís Freire tem a tarefa facilitada.

O Leixões contratou um treinador de subidas: Carlos Pinto. Apostou também na receita de sucesso: contratar jogadores experientes. Para isso conta com Ivo (baliza), Bura e João Pedro (defesa), Braga (avançado), além dos carismáticos Luís Silva e Allan Junior. Se não subir, pelo menos nos primeiros lugares vai andar.

O Farense vai dando passos para atacar também o topo, apostando na profissionalização da sua estrutura.. Contratou André Geraldes (para CEO), Sérgio Vieira (para treinador) e Fabrício (goleador ex- Famalicão). Não sei se será suficiente para subir já, mas em pouco tempo poderá atacar a subida.

Já o Feirense manteve vários jogadores da época transata. Os reforços não entusiasmam, mas é uma das equipas mais fortes.

Por fim, destaco o Penafiel. Bom plantel porque desde logo manteve Pires, um dos melhores marcadores do campeonato, depois contratou um bom treinador (Miguel Leal), Ronaldo Tavares. Promete uma época competitiva.

No Estoril, tenho curiosidade para ver o que realmente Tiago Fernandes vale. Até agora só demonstrou nos juniores do Sporting. Vai ter a sua segunda oportunidade, depois de ter falhado no D. Chaves. Nota-se que procurou reforçar a equipa com jogadores que conhece (André Franco, Rafael Barbosa e Bragança).


Nota para Vilafranquense, Casa Pia e Oliveirense que não podem jogar nas sua casa. Três candidatos à descida que têm que lutar.